Câmara

Comissão de Defesa dos Direitos Humanos se reúne a fim de traçar um fluxograma de atendimento às mulheres vítimas de violência

Por Assessoria de Imprensa da Câmara

Atualizado em 11/04/2017 17:53
A vereadora Débora Marcondes (PSDB), presidente da Comissão de Direitos Humanos, iniciou a reunião desta terça-feira 11, esboçou preocupação em relação a situação das políticas públicas que têm sido desenvolvidas às mulheres vítimas de violência.
Na ocasião, a delegada, Gisele Fernanda Pavan trouxe números alarmantes, somente esse ano, 408 boletins de ocorrência foram registrados, relatando algum tipo de violência contra a mulher.
“Para adequar-se à realidade de Itapeva, nesse momento, o primordial seria termos uma casa abrigo. Em épocas festivas, fim do mês, normalmente são momentos em que a Delegacia da Mulher registra mais ocorrências. O fundamental é a mudar o olhar e conscientizar a vítima, que agressão é crime”, reforçou Pavan. 
A vereadora Wiliana Souza (PR) contou da visita que ela e Marcondes realizaram na semana passada a Sorocaba. As parlamentares conheceram o Centro de Referência da Mulher.  
Lá as mulheres, quando há a necessidade, são retiradas de casa e são acompanhadas psicologicamente. Carinho e atenção são fundamentais nesse momento, disse Souza. 
Durante a reunião, os profissionais de diversas instituições de Itapeva reforçaram uma deficiência no fluxo dos processos de encaminhamento das vítimas. Em 2012 e 2013 foram criadas leis instituindo o Centro de Referência para ia, mas nunca saíram do papel. Em 2015, foi liberado para o Município R$30 mil para a implantação do Centro, no entanto, não haveria recursos para mantê-lo.
A diretora técnico administrativa da Santa Casa, Vanda Carneiro também pontuou algumas dificuldades; 
às vezes a vítima chega ao pronto socorro com um hematoma e fala que sofreu uma queda. Casos assim, não ficam contabilizados e o profissional da saúde não pode coagir a pessoa a falar, informou Carneiro ” 
Durante a reunião foram sugeridas medidas como, um possível convênio com o Centro de Sorocaba, Audiências Públicas e reforço na educação com materiais de apoio explicando diferenças de gêneros, respeito às diferenças, dentre outros.
A vereadora Débora indicou ainda a implantação de uma ronda específica para esses casos, ao menos uma vez por mês e um fluxo entre as áreas envolvidas disponíveis na Cidade.  

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